Onde investimos nossas economias? Essa é uma questão essencial para esclarecer qual é o mapa de investimentos em nosso paÃs. Para mostrar quais são nossos hábitos em relação a gestão de dinheiro e ainda quais são os produtos financeiros que mais contam com a confiança dos pequenos e médios investidores. Não é de surpreender que responder a todas essas perguntas ajudará a esclarecer alguns dos fatores que estão ligados ao setor de investimentos.
Segundo o 'I Popcoin Investment Barometer', gestor de investimentos digitais do Bankinter, 94% dos espanhóis consideram importante ter um banco para apoiar os seus investimentos. Onde, fundos de pensão (45%) e fundos de investimento (44%) são ambos produtos financeiros preferidos pelos cidadãos. Este relatório também mostra que seis em cada dez poupadores espanhóis com idades entre 25 e 44 anos preferem formas digitais de investimento em vez de cara a cara.
Um fato que é especialmente notável nesta análise é que dentro dos dois produtos financeiros com maior predileção Os poupadores não incluem a compra e venda de ações em mercados de ações. Algo, por outro lado, completamente lógico e compreensÃvel num momento conjuntural em que a bolsa de valores não se encontra na sua melhor situação. Não podemos esquecer que, no último ano, as bolsas internacionais desvalorizaram-se em torno de uma média estimada de 15%. Com uma volatilidade que voltou aos mercados com força e intensidade especiais.
Perfil dos poupadores espanhóis

Como mostra este relatório setorial, 71% dos poupadores espanhóis são investidores e distribuÃram, entre diferentes produtos financeiros, um capital de entre 1.000 e 50.000 euros. Esta é uma das principais conclusões do I Popcoin Investment Barometer, Gerente de investimento digital do Bankinter.
Dentro deste intervalo, 34% destes investidores afirmam ter um valor investido entre 1.000 e 10.000 euros, enquanto 37% afirmam estar na faixa entre 10.000 e 50.000 euros. Questionados sobre os investimentos periódicos que realizam, estes vão até 500 euros em 60% dos casos, enquanto 20% dos investidores dedicam contribuições superiores a 1.500 euros.
Ajuda ao investimento
Outra das conclusões do Barómetro centra-se no facto de os espanhóis considerarem a figura de um gestor profissional muito relevante na hora de investir, o que evidencia o facto de 93% dos inquiridos considerarem que é importante. ter um gerente para ajudá-lo a decidir e oferecer opções sobre seus investimentos. Não é de surpreender que muitas das perdas geradas nos mercados financeiros se devam ao desconhecimento do produto ou serviço que é contratado por meio do banco.
Nesse sentido, e para aumentar ou reforçar ainda mais a confiança nos serviços de gestão, os entrevistados também valorizam positivamente a segurança de ter um banco que sustenta os investimentos realizados, já que 94% deles afirmam que esse aspecto é importante para eles na hora de tomar uma decisão de investimento.
Produtos mais contratados
Uma das principais conclusões deste relatório é que eles são os fundos de investimento e fundos de pensão, os produtos preferidos dos poupadores espanhóis. Nesse sentido, percebe-se que no que diz respeito aos produtos de investimento preferidos dos espanhóis, os fundos de pensão (45%) e os fundos de investimento (44%) se destacam como os preferidos, acima dos demais produtos financeiros como, por exemplo, ações (35%). Uma interpretação desses dados é que há um interesse crescente em antecipar o que pode acontecer nos anos de aposentadoria.
Por outro lado, o peso dos fundos de investimento é especialmente importante nas faixas etárias dos anos 35. Assim, 50% dos investidores entre 35 e 44 anos recorrem a esse produto. Na faixa etária de 45 a 54 anos, o percentual é de 45%, sendo que até 53% dos investidores com mais de 55 anos depositam parte de sua poupança em fundos de investimento. Com grandes diferenças consoante a idade dos requerentes destes produtos financeiros, seja qual for a sua natureza e condição.
Interesse em contratação online
O relatório destaca ainda outro facto digno de nota: o canal 'online' tem um peso cada vez maior nas preferências dos utilizadores desta classe de produtos financeiros. Por outro lado, o I Popcoin Investment Barometer também detectou uma tendência de aumento dos investimentos digitais. Nesse sentido, 55% dos jovens entre 25 e 34 anos preferem forma de investir online, enquanto apenas 32% optariam por visitar um escritório pessoalmente.
Esta evolução, que confirma a conversão das preferências sociais para serviços digitais como roboconselheiros, gestores de investimento online, também é replicado na faixa etária entre 35 e 44 anos, na qual 46% usam caminhos digitais para decidir o destino de suas economias, enquanto 43% optam pelas fÃsicas. Esta é uma tendência da gestão do dinheiro que vai crescendo aos poucos e atingindo nÃveis mais elevados, principalmente devido à presença de jovens usuários.
NÃvel de alfabetização financeira
Não há dúvida de que o grau de conhecimento financeiro é outro dos fatores determinantes para a escolha ou subscrição de um produto financeiro, seja ele qual for. Nesse sentido, o relatório aponta que essa preferência pelos canais online Destaca-se também na avaliação, para além da idade, do grau de conhecimento financeiro que os cidadãos possuem: quanto maior o nÃvel de conhecimento, maior é o investimento através de canais digitais.
De acordo com os dados do I Popcoin Investment Barometer, 58% dos poupadores afirmam ter conhecimento normal, com o qual entendem conceitos básicos, como o significado de uma ação de uma empresa listada, taxas de juros ou um fundo de investimento. Já 23% afirmam possuir alto nÃvel de conhecimento, entendendo termos como risco, liquidez do investimento ou perda de valor.
Por fim, apenas 5% dos entrevistados afirmam compreender significados mais complexos do que os anteriores e 14% deles indicam não ter nenhum conhecimento financeiro. Assim, quem tem alto ou muito alto conhecimento, deixa clara sua preferência pelos canais online ao investir, especificamente, 56% e 60%, respectivamente. Deixando bem claro o que é o perfil apresentado pelo usuário no momento e isso explica em certa medida porque alguns produtos financeiros são contratados em detrimento de outros.
Fundos de investimento, no topo
Não é de estranhar, portanto, que os fundos de investimento sejam um dos produtos de investimento preferidos dos espanhóis. É o que demonstra a Associação das Instituições de Investimento Coletivo e Fundos de Pensões, que confirma que, apesar da reembolsos parciais Nos últimos meses, os fundos de investimento encerraram o último ano com subscrições lÃquidas de 8.410 milhões de euros.
Onde a volatilidade presente nos mercados financeiros nos últimos meses voltou a ter uma influência negativa na evolução dos ativos dos Fundos de Investimento durante o mês de dezembro. Na verdade, o volume de ativos sofreu um ajustamento em dezembro de 7.589 milhões de euros (menos 2,9% que no mês anterior), e encerrou o ano em 257.551 milhões de euros. Mesmo assim, é claro que este produto ainda oferece confiança aos investidores espanhóis. Acima mesmo da compra e venda de ações nos mercados de ações.
Garantido e monetário

As únicas categorias que eles já experimentaram aumentos de capital no final do ano passado eram os mais conservadores, como garantidos e monetários, com aumentos de 137 e 186 milhões de euros, respetivamente. No entanto, o seu património foi reduzido ao longo do ano, e em consequência dos momentos especiais por que passaram os mercados financeiros e sem excepção de qualquer natureza.
Pelo contrário, a categoria com maior decréscimo de capitais próprios em Dezembro foi a de capitais internacionais (menos 2.610 milhões de euros do que em Novembro), mas fechou o ano com um acréscimo de 97 milhões de euros, o que representa 0,3% mais do que no. mesmo perÃodo do ano anterior. Por outro lado, um dos piores exercÃcios dos últimos anos e onde as perdas se instalaram no saldo dos fundos de investimento.
Onde a volatilidade presente nos mercados financeiros nos últimos meses voltou a ter uma influência negativa na evolução dos ativos dos Fundos de Investimento durante o mês de dezembro. Na verdade, o volume de ativos sofreu um ajustamento em dezembro de 7.589 milhões de euros (menos 2,9% que no mês anterior), e encerrou o ano em 257.551 milhões de euros. Mesmo assim, é claro que este produto ainda oferece confiança aos investidores espanhóis.
